Vinil Compacto – Fugitivos da Fema (Capa Dupla Gatefold de Luxo)

Os chamados “caixões FEMA” fazem parte do imaginário das teorias da conspiração. Mas, em 1995, no Brasil, a fronteira entre teoria e realidade era muito mais tênue. O país ainda sentia os efeitos devastadores do fracasso econômico do governo Collor, enquanto as periferias enfrentavam índices alarmantes de violência. Nenhuma conspiração daria conta do número de vidas perdidas pela miséria e pela guerra urbana travada entre justiceiros e criminosos nas quebradas da grande São Paulo.

Foi nesse cenário que jovens inconformados transformaram sua indignação em poesia, fanzines e música — produzida com instrumentos baratos, mas carregada de criatividade, crítica social e ideologia. Assim como os Dead Kennedys denunciavam o fascismo americano, os britânicos do CRASS questionavam o capitalismo e o anarquismo, e a brasileira Cólera defendia o pacifismo, essas influências continuaram ecoando pelas periferias do país. E, em meados de 1995, na divisa entre São Bento Velho e Jardim Comercial — regiões entre as mais violentas da época — surgia uma banda que compartilhava da mesma urgência e da mesma chama criativa.

Ferréz no vocal, Celson na guitarra, BL no baixo e J.K.B na bateria formaram a primeira encarnação dos Fugitivos da Fema. O punk já pulsava forte nas periferias brasileiras, onde muitos jovens adotaram a filosofia punk como instrumento de expressão política e cultural. A banda deixou seu primeiro registro em um ensaio gravado em fita — e, pouco depois, entrou em um longo hiato.

Vinte e cinco anos depois, em 2020, após sobreviver à COVID, Ferréz decide revisitar suas raízes no punk. Agora escritor consolidado, ativista da literatura marginal e também músico, ele reuniu um novo time de peso: Lúcio Maia (ex–Nação Zumbi), Formigão (Planet Hemp) e Boka (Ratos de Porão), além da participação especial de Badauí (CPM 22). O objetivo: trazer de volta a energia da Fugitivos da Fema e apresentá-la a um público que jamais imaginaria o escritor envolvido tão profundamente com a cena punk.

A Fugitivos da Fema segue sendo um enfrentamento lírico e ideológico. Suas letras atacam o fascismo travestido de religiosidade nas igrejas neopentecostais, criticam a extrema-direita brasileira e confrontam o nazifascismo tupiniquim. Esses relatos e resistências foram a base para a gravação e o lançamento do novo compacto 7’’ EP “Eu Vou Cancelar Minha Fé”, produzido em parceria com o selo Unleashed Noise Records.

Com capa gatefold, vinil vermelho e acabamento de extrema qualidade, este lançamento apresenta a história da banda ao mundo — para que nunca caia no esquecimento.

Divirtam-se. E lutem.

R$120,00

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Os chamados “caixões FEMA” fazem parte do imaginário das teorias da conspiração. Mas, em 1995, no Brasil, a fronteira entre teoria e realidade era muito mais tênue. O país ainda sentia os efeitos devastadores do fracasso econômico do governo Collor, enquanto as periferias enfrentavam índices alarmantes de violência. Nenhuma conspiração daria conta do número de vidas perdidas pela miséria e pela guerra urbana travada entre justiceiros e criminosos nas quebradas da grande São Paulo.

Foi nesse cenário que jovens inconformados transformaram sua indignação em poesia, fanzines e música — produzida com instrumentos baratos, mas carregada de criatividade, crítica social e ideologia. Assim como os Dead Kennedys denunciavam o fascismo americano, os britânicos do CRASS questionavam o capitalismo e o anarquismo, e a brasileira Cólera defendia o pacifismo, essas influências continuaram ecoando pelas periferias do país. E, em meados de 1995, na divisa entre São Bento Velho e Jardim Comercial — regiões entre as mais violentas da época — surgia uma banda que compartilhava da mesma urgência e da mesma chama criativa.

Ferréz no vocal, Celson na guitarra, BL no baixo e J.K.B na bateria formaram a primeira encarnação dos Fugitivos da Fema. O punk já pulsava forte nas periferias brasileiras, onde muitos jovens adotaram a filosofia punk como instrumento de expressão política e cultural. A banda deixou seu primeiro registro em um ensaio gravado em fita — e, pouco depois, entrou em um longo hiato.

Vinte e cinco anos depois, em 2020, após sobreviver à COVID, Ferréz decide revisitar suas raízes no punk. Agora escritor consolidado, ativista da literatura marginal e também músico, ele reuniu um novo time de peso: Lúcio Maia (ex–Nação Zumbi), Formigão (Planet Hemp) e Boka (Ratos de Porão), além da participação especial de Badauí (CPM 22). O objetivo: trazer de volta a energia da Fugitivos da Fema e apresentá-la a um público que jamais imaginaria o escritor envolvido tão profundamente com a cena punk.

A Fugitivos da Fema segue sendo um enfrentamento lírico e ideológico. Suas letras atacam o fascismo travestido de religiosidade nas igrejas neopentecostais, criticam a extrema-direita brasileira e confrontam o nazifascismo tupiniquim. Esses relatos e resistências foram a base para a gravação e o lançamento do novo compacto 7’’ EP “Eu Vou Cancelar Minha Fé”, produzido em parceria com o selo Unleashed Noise Records.

Com capa gatefold, vinil vermelho e acabamento de extrema qualidade, este lançamento apresenta a história da banda ao mundo — para que nunca caia no esquecimento.

Divirtam-se. E lutem.

Peso 200 g
Dimensões 12 × 10 × 2 cm

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